Brasil-EUA: “Temos a oportunidade única de aprofundar a integração industrial”, afirma Ricardo Alban

esidente da CNI, Ricardo Alban, participou do Industry Day, evento em Nova Iorque que reuniu mais de 500 empresários, investidores e autoridades para discutir formas de cooperação econômica entre Brasil e EUA

Silvia

Silvia Cavichioli

t-silvia.cavichioli@cni.com.br / FONTE: CNI

Foto: Iano Andrade / CNI

Foto: Iano Andrade / CNI

A relação econômica entre Brasil e Estados Unidos foi tema do Brasil-U.S. Industry Day, evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a U.S.Chamber of Commerce nesta segunda-feira (11), em Nova Iorque. 

O encontro reuniu mais de 500 empresários, investidores e autoridades dos dois países para discutir formas de ampliar a cooperação econômica bilateral e fortalecer a integração produtiva em setores estratégicos. 

Essa foi a primeira edição do evento na Brazilian Week, tradicional agenda anual que reúne líderes globais para discutir tendências econômicas e oportunidades de investimento. Nesse ambiente, o Brasil – U.S. Industry Day posiciona a indústria como um ator central nas discussões estratégicas entre as duas economias.  

Durante a cerimônia de abertura o presidente da CNI, Ricardo Alban, reforçou que este é um momento favorável para aprofundar a integração industrial entre os dois países. “O Brasil já é um parceiro industrial relevante dos Estados Unidos e tem interesse em aprofundar sua inserção nas cadeias globais de suprimento. Também queremos estabelecer alianças para produzir, inovar e agregar valor à manufatura”, afirmou. 

Alban também defendeu maior cooperação em áreas estratégicas diante do cenário internacional de reorganização das cadeias globais e das tensões geopolíticas. “Devemos aproveitar a convergência de objetivos e combinar a base produtiva e os recursos naturais do Brasil com a liderança tecnológica e a capacidade de investimento dos Estados Unidos para promover ganhos mútuos”, disse.

Segundo ele, o fortalecimento da relação bilateral pode ampliar a segurança no fornecimento de insumos, estimular investimentos e fortalecer setores como minerais críticos, energia, saúde e inovação. 

O vice-presidente e diretor internacional da U.S.Chamber of Commerce, John Murphy, reforçou que “o melhor da parceria entre Brasil e Estados Unidos ainda está por vir”. Segundo ele, esse é um momento de olhar para o futuro e aproveitar as novas oportunidades de parcerias e cooperação que os dois países carregam.  

Evento promoveu debates sobre temas estratégicos para relação bilateral 

A programação contou com dois painéis. O primeiro foi sobre “prioridades para o fortalecimento econômico Brasil-EUA” e foi moderado pela diretora global de política de comércio e investimentos da Dow, Lisa Schroeter. 

Entre os palestrantes estavam o presidente do Conselho da Gerdau, André Gerdau; a CEO da divisão de alimentos para a América Latina, vice-presidente executiva e diretora de estratégia e transformação da PepsiCo, Athina Kanioura; a vice-presidente sênior e diretora de política global e relações pública da Merck, Jenelle Krishnamoorthy; e o vice-presidente executivo da Vale, Sami Arap. 

Eles defenderam que este é um momento de diálogo e de pensar em caminhos possíveis para que novas parcerias sejam feitas já que ambos os países têm oportunidades de ganho se caminharem mais juntos.  

O segundo painel “Financiando o futuro: oportunidades de investimento no Brasil” foi moderado pelo ex-diretor-geral da OMC, presidente da 9G Consulting and Advisory Services, Embaixador Roberto de Azevêdo.

Teve ainda a participação do co-chair de Corporate & Investment Banking do Bank of America, Alexandre Bettamio; do diretor de desenvolvimento produtivo, inovação e comércio exterior do BNDES, José Gordon; do presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ilan Goldfajn; e do ministro do Tribunal de Contas da União do Brasil, Vital do Rêgo.

No debate, os palestrantes falaram sobre a necessidade de cenários seguros para atração de investimentos e de desburocratizar alguns processos para fortalecer e destravar a economia brasileira.  

Mais de 30% dos inscritos para o evento foram de norte-americanos, o que mostrou a atenção que ambos os países dão para a parceria bilateral. O Brasil – U.S Industry Day contou também com a participação de presidentes de federações das indústrias de diversos estados, da embaixadora brasileira nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro Viotti, e do governador do Ceará, Elmano de Freitas.  

O Brasil – U.S. Industry Day foi patrocinado pela Gerdau, pela Vale, pela MBRF e pela WEG. 

Editoria:
• Internacional

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