{"id":1791,"date":"2026-09-22T09:30:56","date_gmt":"2026-09-22T12:30:56","guid":{"rendered":"https:\/\/sinprocimpe.org.br\/?p=1791"},"modified":"2026-09-22T09:30:57","modified_gmt":"2026-09-22T12:30:57","slug":"economia-desacelera-mas-emprego-e-renda-sustentam-atividade-ne-e-mais-resiliente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinprocimpe.org.br\/?p=1791","title":{"rendered":"Economia desacelera, mas emprego e renda sustentam atividade; NE \u00e9 mais resiliente"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estudo do Banco do Nordeste aponta perda de for\u00e7a do consumo e das concess\u00f5es de cr\u00e9dito, enquanto avan\u00e7o da inadimpl\u00eancia aumenta risco<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/movimentoeconomico.com.br\/author\/patricia-raposo\/\">Patricia Raposo<\/a> \/ FONTE: ME<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>De Recife<\/em><\/strong><br><strong>CEO do Movimento Econ\u00f4mico<\/strong><br>patricia.raposo@movimentoeconomico.com.br<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A economia brasileira entrou no segundo semestre de 2026 em processo de desacelera\u00e7\u00e3o, mas sem sinais de ruptura da atividade. O mercado de trabalho, o crescimento da renda e um estoque de cr\u00e9dito ainda em expans\u00e3o funcionam como amortecedores dos efeitos dos juros elevados. Esses sustent\u00e1culos, por\u00e9m, come\u00e7am a perder for\u00e7a, especialmente diante da redu\u00e7\u00e3o do ritmo das novas concess\u00f5es de cr\u00e9dito e do aumento da fragilidade financeira das fam\u00edlias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A avalia\u00e7\u00e3o faz parte do estudo <strong>\u201cEconomia brasileira e regional: entre a desacelera\u00e7\u00e3o e a resili\u00eancia\u201d<\/strong>, apresentado em setembro pelo <strong>economista-chefe do Banco do Nordeste, Rog\u00e9rio Sobreira<\/strong>. O trabalho re\u00fane dados do IBGE, Banco Central, Minist\u00e9rio do Trabalho, entre outras fontes, e dedica aten\u00e7\u00e3o especial \u00e0s diferen\u00e7as entre o comportamento da economia brasileira e a do Nordeste.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c<strong>A mensagem central \u00e9 de desacelera\u00e7\u00e3o com resili\u00eancia. A atividade econ\u00f4mica perde velocidade, mas o mercado de trabalho e o cr\u00e9dito ainda funcionam como amortecedores importantes. Ao mesmo tempo, esses suportes come\u00e7am a perder for\u00e7a: as concess\u00f5es de cr\u00e9dito desaceleram e a fragilidade financeira das fam\u00edlias aumenta\u201d,<\/strong> diz o economista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&gt;&gt;<a href=\"https:\/\/chat.whatsapp.com\/EhownxT15aoEf2XfzGjTsv\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">&nbsp;Siga o canal da&nbsp;<strong>Movimento Econ\u00f4mico&nbsp;<\/strong>no WhatsApp<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Sobreira, o pa\u00eds passa por uma <strong>desacelera\u00e7\u00e3o moderada<\/strong>. O Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre confirmou a perda de velocidade, embora tenha apresentado resultado melhor do que sugeriam anteriormente alguns indicadores de alta frequ\u00eancia. Pela \u00f3tica da oferta, a perda de ritmo aparece principalmente na ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, enquanto os servi\u00e7os tamb\u00e9m desaceleram.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Pela demanda, um dos sinais de maior aten\u00e7\u00e3o vem do consumo das fam\u00edlias. O estudo identifica modera\u00e7\u00e3o na compara\u00e7\u00e3o em 12 meses e perda de tra\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m na margem. As exporta\u00e7\u00f5es igualmente enfraqueceram no per\u00edodo analisado, movimento que o estudo associa, em parte, \u00e0s tarifas aplicadas pelos Estados Unidos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar disso, os dados mais recentes mostram que a desacelera\u00e7\u00e3o n\u00e3o ocorre de maneira uniforme. Indicadores setoriais apontam alguma rea\u00e7\u00e3o, principalmente no com\u00e9rcio varejista. <strong>Em julho, o varejo ampliado apareceu como o principal destaque positivo, embora o Banco do Nordeste considere que ainda seja necess\u00e1rio observar uma sequ\u00eancia de resultados para caracterizar uma retomada mais consistente.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Nordeste entra no segundo semestre com maior resili\u00eancia<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Nordeste, o cen\u00e1rio \u00e9 relativamente mais favor\u00e1vel. O estudo identifica rea\u00e7\u00e3o tanto no varejo restrito quanto no ampliado e ganho de for\u00e7a dos servi\u00e7os em julho, comportamento diferente daquele observado para o conjunto do Brasil. A avalia\u00e7\u00e3o, entretanto, \u00e9 de que os resultados ainda n\u00e3o permitem falar em recupera\u00e7\u00e3o disseminada da economia regional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A diferen\u00e7a entre o Nordeste e o pa\u00eds est\u00e1 principalmente no ritmo recente dos indicadores. Segundo o levantamento, varejo e servi\u00e7os apresentam desempenho relativamente mais favor\u00e1vel na regi\u00e3o. Assim, o Nordeste chegou ao segundo semestre com sinais de curto prazo melhores do que a m\u00e9dia brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com a an\u00e1lise de Rog\u00e9rio Sobreira, parte dessa resist\u00eancia vem do mercado de trabalho. No Brasil, a combina\u00e7\u00e3o de baixa desocupa\u00e7\u00e3o, crescimento real do rendimento e expans\u00e3o da massa de rendimentos continua sustentando o consumo, apesar dos primeiros sinais de perda de tra\u00e7\u00e3o do emprego formal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Nordeste, esse amortecedor aparece com intensidade maior, segundo o estudo. O rendimento m\u00e9dio real e a ocupa\u00e7\u00e3o cresceram mais fortemente do que no Brasil, impulsionando a massa real de rendimentos. O ponto de aten\u00e7\u00e3o \u00e9 semelhante ao nacional: a gera\u00e7\u00e3o de emprego formal come\u00e7a a apresentar menor dinamismo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Cr\u00e9dito continua crescendo, mas novas concess\u00f5es perdem for\u00e7a<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O segundo pilar que ainda sustenta a atividade \u00e9 o cr\u00e9dito. O estoque permanece em expans\u00e3o, mas os dados mais recentes mostram que as novas concess\u00f5es j\u00e1 n\u00e3o avan\u00e7am com a mesma velocidade. A mudan\u00e7a \u00e9 especialmente percept\u00edvel entre as fam\u00edlias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No cr\u00e9dito total \u00e0s pessoas f\u00edsicas, saldo e concess\u00f5es ainda cresciam perto de <strong>11% em 12 meses<\/strong>, mas a taxa anualizada das concess\u00f5es em tr\u00eas meses havia recuado para aproximadamente <strong>3%<\/strong>. Para o Banco do Nordeste, essa diferen\u00e7a entre os indicadores de longo e curto prazo \u00e9 um sinal claro de desacelera\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito \u00e0s fam\u00edlias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre as empresas, as concess\u00f5es ainda registravam crescimento expressivo em 12 meses, embora os indicadores mais recentes tamb\u00e9m apontassem perda de impulso. No cr\u00e9dito livre, essa desacelera\u00e7\u00e3o das pessoas jur\u00eddicas tornou-se mais evidente ao longo de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O Nordeste apresenta uma composi\u00e7\u00e3o diferente. O cr\u00e9dito \u00e0s fam\u00edlias desacelera de forma mais n\u00edtida, enquanto o destinado \u00e0s empresas mostra um movimento recente de rea\u00e7\u00e3o<\/strong>. O indicador de tr\u00eas meses para pessoas jur\u00eddicas avan\u00e7ou significativamente, embora os resultados de prazos mais longos ainda indiquem crescimento moderado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Essa combina\u00e7\u00e3o leva a uma leitura de cautela:<\/strong> o cr\u00e9dito ainda contribui para a atividade econ\u00f4mica, mas sua capacidade de funcionar como amortecedor tende a diminuir se as novas opera\u00e7\u00f5es continuarem perdendo for\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Inadimpl\u00eancia amea\u00e7a consumo e cr\u00e9dito<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 justamente na situa\u00e7\u00e3o financeira das fam\u00edlias que o estudo identifica um dos principais riscos para os pr\u00f3ximos meses. <strong>A piora da qualidade do cr\u00e9dito pode levar as institui\u00e7\u00f5es financeiras a adotar crit\u00e9rios mais restritivos para novas opera\u00e7\u00f5es, reduzindo a capacidade de consumo das fam\u00edlias.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O quadro combina endividamento elevado com juros ainda altos. Segundo a an\u00e1lise, o aumento do comprometimento financeiro pode alimentar um ciclo em que fam\u00edlias mais endividadas enfrentam maior dificuldade de pagamento, a inadimpl\u00eancia cresce e o cr\u00e9dito se torna mais restritivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Nordeste, esse risco ganha peso adicional. <strong>O estudo considera que a renda dispon\u00edvel mais baixa torna as fam\u00edlias da regi\u00e3o mais vulner\u00e1veis aos efeitos combinados dos juros e do endividamento<\/strong>. A inadimpl\u00eancia est\u00e1 em trajet\u00f3ria de alta tanto no Brasil quanto no Nordeste, mas seus efeitos sobre a capacidade de pagamento e, consequentemente, sobre o consumo podem ser mais intensos na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Surge, assim, um aparente contraste na economia nordestina: <strong>a regi\u00e3o apresenta maior resili\u00eancia da atividade, da renda e da ocupa\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m maior vulnerabilidade financeira das fam\u00edlias<\/strong>. Se a deteriora\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito avan\u00e7ar, ela poder\u00e1 enfraquecer justamente um dos canais que v\u00eam ajudando a sustentar o consumo regional.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Infla\u00e7\u00e3o melhora e abre espa\u00e7o para juros menores<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A infla\u00e7\u00e3o oferece uma sinaliza\u00e7\u00e3o mais favor\u00e1vel. Em agosto, o Nordeste registrou defla\u00e7\u00e3o de <strong>0,46%<\/strong>, mais intensa que a queda de <strong>0,32%<\/strong> observada no Brasil. No acumulado em 12 meses, entretanto, o quadro se inverte: a infla\u00e7\u00e3o nordestina estava em <strong>4,32%<\/strong>, ligeiramente acima dos <strong>4,22%<\/strong> registrados nacionalmente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro dado acompanhado pelo estudo \u00e9 o \u00edndice de difus\u00e3o, que mede a propor\u00e7\u00e3o de itens com aumento de pre\u00e7os. Em agosto, ele ficou em <strong>55,1% no Nordeste<\/strong>, ante <strong>54,4% no Brasil<\/strong>. Isso indica que, apesar da defla\u00e7\u00e3o mensal, a press\u00e3o inflacion\u00e1ria ainda permanece espalhada por parcela relevante dos produtos e servi\u00e7os pesquisados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A melhora dos indicadores de infla\u00e7\u00e3o j\u00e1 come\u00e7a, segundo o levantamento, a produzir efeitos sobre as expectativas. O Banco do Nordeste identifica um processo ainda inicial de reancoragem, favorecido pela combina\u00e7\u00e3o de infla\u00e7\u00e3o mais baixa e desacelera\u00e7\u00e3o da atividade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse movimento amplia o espa\u00e7o para flexibiliza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, mas n\u00e3o significa uma trajet\u00f3ria r\u00e1pida de redu\u00e7\u00e3o dos juros. A avalia\u00e7\u00e3o do estudo \u00e9 de que o balan\u00e7o de riscos dever\u00e1 manter o Banco Central cauteloso, com eventuais cortes da Selic ocorrendo de maneira gradual.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Petr\u00f3leo, juros externos e El Ni\u00f1o entram na conta<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Parte da cautela est\u00e1 relacionada a fatores externos e a choques de oferta. O estudo destaca o petr\u00f3leo, pressionado pelo conflito no Oriente M\u00e9dio, e registra expectativa de mercado para o barril do Brent em torno de <strong>US$ 90 ao longo de 2027<\/strong>. Al\u00e9m do impacto direto sobre a infla\u00e7\u00e3o, petr\u00f3leo mais caro pode elevar custos de insumos importantes para o Nordeste, entre eles fertilizantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os juros americanos representam outra restri\u00e7\u00e3o. A leitura apresentada no estudo, com base na precifica\u00e7\u00e3o de mercado de 14 de setembro, apontava perspectiva de aperto monet\u00e1rio nos Estados Unidos. Juros americanos elevados reduzem o espa\u00e7o para uma queda mais intensa da Selic brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 ainda o risco clim\u00e1tico. O El Ni\u00f1o j\u00e1 configurado em 2026 tem efeitos distintos sobre as regi\u00f5es do pa\u00eds. Para o Nordeste, o estudo considera que os impactos sobre a safra de sequeiro do in\u00edcio do ano foram limitados e que os reservat\u00f3rios oferecem relativa seguran\u00e7a \u00e0 fruticultura irrigada. O risco aumenta, entretanto, no fim de 2026 e principalmente em 2027, caso o fen\u00f4meno persista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse cen\u00e1rio, lavouras tempor\u00e1rias, cana-de-a\u00e7\u00facar, pastagens e disponibilidade de \u00e1gua podem ser afetadas. Menor produtividade e custos mais elevados poderiam pressionar os pre\u00e7os dos alimentos e comprometer o fluxo de caixa dos produtores, com reflexos tamb\u00e9m sobre o risco das opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito rural.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Desacelera\u00e7\u00e3o sem ruptura<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A leitura final do estudo \u00e9 de uma economia em desacelera\u00e7\u00e3o, mas ainda sustentada por mecanismos capazes de evitar uma queda mais acentuada da atividade. O problema \u00e9 que esses amortecedores come\u00e7am a enfraquecer.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De um lado, emprego e renda continuam sustentando o consumo e o estoque de cr\u00e9dito permanece em expans\u00e3o. De outro, as novas concess\u00f5es perdem impulso, a fragilidade financeira das fam\u00edlias aumenta e a inadimpl\u00eancia avan\u00e7a. Ao mesmo tempo, uma demanda menos aquecida favorece a desinfla\u00e7\u00e3o, mas petr\u00f3leo, clima e juros internacionais podem atuar na dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O resultado \u00e9 um cen\u00e1rio no qual <strong>a economia pode crescer menos sem que o Banco Central encontre espa\u00e7o equivalente para acelerar a redu\u00e7\u00e3o dos juros<\/strong>. Para o Nordeste, a fotografia \u00e9 ainda mais particular: varejo, servi\u00e7os, renda e ocupa\u00e7\u00e3o oferecem sinais de maior resist\u00eancia, enquanto cr\u00e9dito \u00e0s fam\u00edlias e inadimpl\u00eancia aparecem como pontos de aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 essa combina\u00e7\u00e3o que resume a avalia\u00e7\u00e3o do Banco do Nordeste para os pr\u00f3ximos meses: <strong>desacelera\u00e7\u00e3o com resili\u00eancia, mas com amortecedores perdendo for\u00e7a e riscos de oferta capazes de limitar uma flexibiliza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria mais r\u00e1pida<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo do Banco do Nordeste aponta perda de for\u00e7a do consumo e das concess\u00f5es de cr\u00e9dito, enquanto avan\u00e7o da inadimpl\u00eancia aumenta risco Patricia Raposo \/ FONTE: ME De RecifeCEO do Movimento Econ\u00f4micopatricia.raposo@movimentoeconomico.com.br A economia brasileira entrou no segundo semestre de 2026 em processo de desacelera\u00e7\u00e3o, mas sem sinais de ruptura da atividade. 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